• Título Original: Insidious: The Last Keys
• Direção: Adam Robitel
• Gênero: Terror
• Origem: Estados Unidos / Canadá
• Duração: 93 minutos
Embora divertido, é mais do mesmo.
Nesta última década, o movimento que tem tomado conta do cinema de horror é o famigerado Terror Sobrenatural. Recriando o estilo que teve força nos anos 1970, filmes como Sobrenatural (Insidious, 2010), Invocação do Mal (The Conjuring, 2013) e Quando as Luzes se Apagam (Lights Out, 2016) estão lotando as salas de cinema e fazendo dinheiro. Seus produtores, evidentemente, apostam em continuações para gerarem cada vez mais lucros em cima das obras originais. Tanto é que a franquia Insidious chega agora no seu quarto filme, realizando o convencional para não desagradar seus fãs, surpreendendo em duas reviravoltas durante a trama, mas pecando fortemente no seu terceiro ato.
A história acompanha novamente a Elise (Lin Shaye), especialista em assombrações paranormais, que é chamada para cuidar de um caso sobrenatural de espíritos em uma casa no Novo México. O Problema é que foi justamente nesta casa em que ela passou a infância e teve seus primeiros contatos com o sobrenatural. De início o filme se mostra promissor, com um primeiro ato envolvente trabalhando bem a vulnerabilidade da protagonista ainda criança, o uso do silêncio em cenas no escuro e as relações familiares. Quando chegamos no desenolvimento da trama, onde ocorre o retorno de Elise para a casa, o filme decai um pouco. Fica clichêzão em algumas partes, aposta em alívio cômicos desnecessários e opta por sustos repentinos ao invés de trabalhar o medo ambientativo.
O longa segue a mesma linha que seus antecessores. É narrado de forma tradicional, bem aos estilos de filmes de horror que andam lotando os cinemas americanos, com todos os seus excessos e convencionalidades. Além das repetitivas explicações da protagonista, o filme intercala planos atuais com alguns vistos anteriormente, apontado as lembranças para o público perceber aquilo que deveria ser mostrado de forma implícita. Mas não é uma perdição total como por exemplo os embustes Annabelle (Idem, 2014) e 7 Desejos (Wish Upon, 2017). O medo sugestivo do ínicio da trama, mesclado com alguns sustos realizados na hora certa diferem o filme dessas atrocidades citadas acima. Outro ponto acertado aqui é sobre a temida entidade malígna. Até a conclusão do filme nunca conseguimos avistá-la perfeitamente, sempre é mostrado ela no fundo com o desfoque da câmera ou uma parte do corpo dela.
Embora o filme tenha todo esse climão de casa mal-assombrada bem trabalhado, como citei antes, ele possui uma conclusão muito problemática. O grande clímax da história, o momento da resolução, o segmento em que o espectador deveria estar no auge do seu medo... é na verdade uma grande salada de frutas. Todos os personagens tomam decisões questionáveis como válvula de escape para causar medo no público enquanto a incoerência da conclusão faz todos se perguntarem "Então pra deter a entidade malvada era só fazer isso?".
Sobrenatura: A Última Chave é melhor que seu antecessor, se mostra muito promissor na sua introdução e consegue causar medo até a metade do filme, mas não deixa de ser um comglomerado do gênero e de sustos, um atrás do outro, mostrando aparições, ruídos de passos e mortos caminhando por uma casa mal-assombrada. Abusa do Terror Sobrenatural, deixa a desejar no desenvolvimento dos coadjuvantes e entrega um terceiro ato ridículo e preguiçoso. Mas não vai deixar de agradar os fãs da franquia e os mais impressionáveis com o gênero. No meu caso, por exemplo, prefiro mil vezes ver um filme mediano de horror do que assistir um filme mediano de romance.
Nota: ✭ ✭ ✭ ✭ ✭ 5.5
Crítica por: João Pedro Duarte
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