Escritora vendeu os direitos da adaptação há cerca de três décadas e está ligada ao seriado apenas como consultora.
Muito premiada e com dezenas de livros publicados — entre romances, contos, poesia, infantis e de não-ficção —, a escritora canadense Margaret Atwood ganhou projeção no ano passado com o sucesso do seriado The Handmaid’s Tale. Vencedora em oito categorias do último Emmy, a produção é baseada no romance homônimo lançado por ela em 1985, batizado no Brasil de O Conto da Aia (Intrínseca). Mesmo com a badalação em torno do seu nome, ela afirma que não recebeu um tostão pela adaptação.
A explicação é simples: ela já vendeu os direitos de uma versão para o cinema muito tempo atrás. Há três décadas, a MGM pagou a ela pela adaptação da história, o que aconteceu em 1990, com o filme A Decadência de uma Espécie, estrelado por Miranda Richardson, Faye Dunaway e Robert Duvall. Depois disso, o estúdio passou os direitos para a MGM Television, que fez a parceria com o canal de streaming Hulu para a realização de uma série de dez capítulos.
“Eu fui contratada como consultora para o projeto, mas isso não era muito dinheiro”, disse a autora em entrevista ao portal financeiro Wealthsimple. “As pessoas pensam que tenho vivido todo o glamour de Hollywood desde que o programa surgiu, mas isso não aconteceu comigo. Porém, a venda dos livros aumentou, então isso sim valeu.”

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